Ir M Julia de Almeida – O Pe. Pablo Perez e a Ir. M. Julia de Almeida tiveram a oportunidade de se encontrar com o Santo Padre no encerramente do Jubileu dos Movimentos Marianos e o Papa coroou a imagem da Mãe Peregrina. A Ir. M. Julia conta:
“Uma experiência única vivida no dia 12 de outubro, em São Pedro, Vaticano, no momento em que se celebrava a Santa Missa do jubileu dos Movimentos marianos.
O Pe. Pablo Perez, diretor do Movimento de Schoenstatt na Itália, e eu, Ir. M. Julia de Almeida, tivemos a graça de saudar o Santo Padre, Leão XIV, antes da Santa Missa. Como sinal de nosso carinho por ele, em nome de toda a nossa Família de Schoenstatt, o Pe. Pablo lhe presenteou com uma cruz da Unidade e eu levei uma Imagem Peregrina e uma coroa para serem abençoadas.
No momento em que o cumprimentei, contei-lhe brevemente que este ano a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt completa 75 anos a nível internacional. E pedi a Sua Santidade que oferecesse, ele mesmo, a coroa à Mãe, como sinal de agradecimento por todas as graças que Ela distribuiu nestes 75 anos na Igreja e nas famílias, mas também como sinal de que a Mãe Peregrina possa continuar a dar frutos abundantes no mundo.
O Santo Padre me escutou muito atentamente, depois pegou a coroa com devoção e a colocou sobre a Imagem Peregrina. Demorou um pouquinho até que a coroa entrou nos dois buraquinhos pequenos. Primeiro foi em um buraquinho, depois no outro. Depois disso eu disse: “deu certo Santidade” e lhe estendi a Mãe. Ele a olhou com serenidade, deu um sorriso e então lhe agradeci.
Foi um momento único e sagrado, ver o representante de Cristo oferecer a coroa à Rainha da Igreja e das nossas famílias. Ao seu lado estava Mons. Rino Fisichella, pro-prefeito do Dicastério para a Evangelização, que assim que me viu, disse ao Santo Padre: “Aqui está Schoenstatt.” Certamente ele se lembrava de nós quando, em 2012, ele mesmo esteve em Schoenstatt e coroou a Mãe Peregrina Auxiliar para a Europa como Rainha da Nova Evangelização da Europa.
Para nós, schoenstattianos, coroar a Virgem Maria tem um significado muito profundo: é símbolo de gratidão, de total confiança e abandono, de uma fé viva no poder de intercessão de Maria. Por isso, no ato da coroação pelo Santo Padre, senti uma profunda gratidão, como se a própria Mãe quisesse confirmar este nobre apostolado da Campanha com um gesto tão querido a todos nós, realizado pela máxima autoridade da Igreja.
Assim, o jubileu da Campanha da Mãe Peregrina é coroado com um sinal visível que nos estimula a reassumir com empenho e confiança os novos 75 anos.
Juntamente com o venerável João Luiz Pozzobon, confiamos novamente à proteção da Mãe Três Vezes Admirável nossa Igreja e nossas famílias, para que se tornem lares de amor, berço de santidade.”
Na noite de 8 de outubro muitos dos que serviram como voluntários nas celebrações dos 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina, em setembro, se reuniram no Centro Mariano para uma Santa Missa de ação de graças e uma confraternização.
Servir como Maria
Pe. Vitor Hugo Possetti presidiu a Santa Missa com o Pe. Maikel Andrade concelebrando. Os textos da celebração foram da visitação de Maria a Izabel, enfatizando a atitude de serviço de Maria, que animou todos os voluntários que se dedicaram a servir os participantes do Congresso João Luiz Pozzobon, realizado em 9 e 10 de setembro, os 700 participantes do encontro internacional, de 10 a 13 de setembro e os peregrinos da Romaria da Primavera, realizada no domingo, 14 de setembro.
Após a Santa Missa, os participantes se dirigiram ao refeitório do Centro Mariano para uma confraternização, precedida por um alegre momento em que puderem ver algumas fotos das equipes que trabalharam nos dias das celebrações. Envolvidos por um ambiente de alegria e família, desfrutaram das muitas coisas boas que todos levaram, participaram de sorteio de brindes e das rodas de bate papo que não queriam terminar. Havia muito do que recordar, rir e alegrar-se.
A alegria em servir
Como Maria servir com alegria sua prima Izabel, também os voluntários expressaram sua alegria por servir todos os participantes da festa da Mãe Peregrina. Muitos manifestaram até tristeza que tudo já passou e já se alegram pela perspectiva pela beatificação do Venerável João Luiz Pozzobon. “Já estamos prontos”, diziam alguns.
Natália Lara dos Santos – Dos dias 10 a 14 de setembro, a Juventude de Schoenstatt marcou presença no Jubileu Internacional de 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina. A celebração reuniu em Santa Maria mais de 700 peregrinos, dentre os quais se incluem membros das Juventudes Feminina e Masculina da Obra de Schoenstatt vindos de diversos lugares do mundo.
Além de conhecer o Berço da Campanha, o Santuário Tabor, e os demais lugares históricos da vida do Venerável João Luiz Pozzobon, a juventude de Schoenstatt teve a graça de partilhar momentos e vivências de oração e convivência. Conhecer outras culturas e saber que muito além das fronteiras nacionais, todos juntos partilham um mesmo ideal, são parte da mesma família e no coração do Pai e Fundador, o Padre José Kentenich, são um só.
Os jovens da Juventude Masculina foram acolhidos por famílias de Schoenstatt e as jovens da Juventude Feminina foram acolhidas pelas Irmãs de Maria de Schoenstatt na casa de discernimento vocacional. Assim, os momentos de partilha e interação foram ainda mais marcantes para a experiência de cada um deles.
Testemunhos
“Acredito que todos saímos muito enriquecidos desta experiência. Criar vínculos com outros jovens que aspiram o mesmo que nós, vermos o quão longe a Campanha da Mãe Peregrina chegou e assumirmos novamente a missão de Schoenstatt, agora também inspirados pelo exemplo de vida de João Pozzobon, foi como renovar as forças e a chama da Santidade.” – Partilha uma Jovem da Juventude Feminina de Schoenstatt de Santa Maria
“Para mim, estar na casa foi um presente super especial, realmente me senti acolhida por cada uma das meninas e especialmente pelas Irmãs. A disponibilidade, a gentileza e a atenção tão pessoal fizeram com que eu não sentisse a distância de casa. Além disso, estar perto do Santuário foi incrível, poder ir e voltar, saber que estava a apenas alguns quarteirões era maravilhoso. Também fiquei muito emocionada com o carinho com que nos receberam, foi como se já nos conhecêssemos há muito tempo. Mais uma vez, a Mater me mostrou como é bonito ser de Schoenstatt, da Família de Schoenstatt”. Guadalupe Benavidez, 17 anos, Argentina.
“Se pudesse descrever o Jubileu em duas palavras, elas seriam: encontro e graça. Cada dia compartilhado foi mágico, não há palavras para descrever o quanto voltei contente e feliz. É incrível ver que tantas pessoas partilham o mesmo. Pessoalmente, interagir com as meninas da Juventude Feminina de Santa Maria, foi muito bom conhecê-las e passar tempo com elas; independentemente dos idiomas, nos entendíamos muito bem, por isso também mencionaria a providência que a Mãe nos concedeu. Cada atividade nos unia mais à missão que João Pozzobon teve, pisar na sua casa, nos lugares onde ele esteve, não tem descrição, simplesmente maravilhoso. A Mãe e Rainha reparou em uma serva tão pequena como eu e me deu a graça de selar a minha Aliança de amor, eu dei o meu sim em um lugar tão especial como Santa Maria, como diria João Pozzobon: ‘Fique unido à origem’, onde tudo começou, onde um pequeno homem iniciou algo tão grande. Sem dúvida, foi como viver num jardim de flores, no qual florescem sempre mais flores de alegria.” Jazmín Escurra, 19 anos, Argentina
A juventude local ainda contribuiu muito para a realização do evento, desde a recepção dos peregrinos, até traduções e no trabalho dos meios de comunicação, além de auxiliar na preparação e organização de momentos formativos.
Foram dias de muitas bênçãos e pedimos à Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt que siga atraindo a si os corações juvenis e os inflamando pela construção do Reino de Schoenstatt.
Heloísa Seikoski – No dia 13 de setembro, durante o Jubileu Internacional de 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina, cinco jovens da Juventude de Schoenstatt da Argentina (Ezequiel Alan Chavez, Jazmín Lezcano, Maggie Acosta, Matías Niveyro e Miguel Peltzer) tiveram a graça de selar a Aliança de Amor, no Santuário Tabor.
No coração dos jovens já existia o anelo de selarem a Aliança de Amor, alguns já se preparavam há alguns meses, outros aproveitaram os dias do Jubileu para fazerem uma preparação e reflexão sobre o que significa selar uma Aliança de Amor com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Esse anseio, nascido nos corações dos jovens, nos dá certeza de que a Mãe de Deus continua atraindo a si os “corações juvenis” – assim como prometeu no 18 de outubro de 1914 – também para o apostolado da Campanha da Mãe Peregrina.
Jazmín Lezcano, da Juventude Feminina da Argentina, nos conta como foi esse chamado da Mãe de Deus para selar a Aliança de Amor em sua vida:
“O chamado da Mãe e Rainha em mim foi tão grande que tive a graça de selar minha Aliança de Amor com outros jovens num lugar tão especial que, como diria o João Pozzobon: ‘Fiéis à origem’, onde tudo começou, onde um pequeno homem iniciou algo tão grande.(…) Sem dúvida, foi como viver em um jardim de flores, no qual florescem sempre mais flores da alegria. A chama que tínhamos acesa se acendeu ainda mais estando em terra santa.”
A Divina Providência também conduziu para que a Aliança de Amor se realiza-se nessa data tão significativa para Miguel Peltzer, da Juventude Masculina de Schoenstatt, ele relata:
“Em 2022, eu havia começado o caminho da Aliança junto a outros jovens, mas na metade do caminho senti que não era o momento e desisti. Depois, me propuseram voltar para a preparação da Aliança em 2023, mas eu continuava sem sentir que era a hora, então recusei diretamente. No ano passado, em 2024, formamos um grupo de vida no qual começamos a nos preparar para selar a Aliança. Estando em Santa Maria, surgiu a proposta de podermos selar a Aliança de Amor no Santuário Tabor! O que, para mim, era uma loucura, considerando como vinha o meu caminho com a Mãe e todas as coisas que Ela vinha me presenteando. Senti o anseio de trocar meu coração pelo d’Ela, e foi então que me dei conta de que estava realmente preparado para poder recebê-La. A preparação, junto ao Padre Martín, foi muito bonita e nos ajudou a direcionar nossa preparação, junto com o Tomás, que o estava auxiliando com os preparativos para a cerimônia. Chegado esse momento, senti uma felicidade e, ao mesmo tempo, uma paz que há muito tempo não sentia. Senti como Ela veio me guiando durante todo esse tempo e preparando meu coração para esse momento!”
Maggie Acosta, da JF Argentina, também compartilha como foi selar a Aliança de Amor em outro país e com a Juventude de Schoenstatt:
“Nunca pensei que selaria minha Aliança desta maneira: em outro país e com pessoas que eu nem sequer conhecia uma semana antes. Mas que momento melhor do que o Jubileu da Campanha para fazê-lo, e que melhor maneira do que com essas pessoas incríveis que conheci, com um coração alegre e muito amor para dar? (….) Uma palavra que, para mim, define este encontro perfeitamente é família. Schoenstatt não é outra coisa senão uma grande família que se expande por todo o mundo e que transpõe as barreiras geográficas e linguísticas, que se entende através do amor e da alegria de compartilhar a nossa fé.”
Que a Mãe de Deus continue atraindo a si muitos corações jovens e dispostos a se doar pela missão de Schoenstatt através da Campanha da Mãe Peregrina.
Yonis Fernández – Yonis Fernández e Yris Taveras, da República Dominicana, caminham juntos pela vida há 13 anos, compartilhando alegrias, lutas e sonhos. Ao longo desse tempo, formaram uma família e criaram seus filhos com amor, mas também cultivaram uma vida espiritual sólida, encontrando na missão de Schoenstatt e em outras pastorais da Igreja um caminho de fé compartilhada. Aos 60 anos, sua história não é a de um início juvenil, mas a de um amor maduro que se renova constantemente sob o olhar maternal da Mãe de Deus.
No entanto, algo muito importante faltava na vida do casal.
A Mãe Peregrina os conduz ao sacramento do Matrimônio
Durante o Congresso Internacional da Campanha da Mãe Peregrina, em Santa Maria, Brasil, comemorando os 75 anos de peregrinação de João Pozzobon, Yonis ficou profundamente comovido. Enquanto ouvia as homilias e participava das oficinas, ele se perguntava em silêncio: “Mãe, por que a senhora nos trouxe até aqui?”. A resposta foi crescendo em seu coração como um sussurro divino, uma certeza que só poderia vir dela: eles não podiam continuar participando tão ativamente da vida da Igreja, orientando outros casais, sem ter recebido plenamente a graça sacramental do matrimônio.
Essa voz interior se converteu em um ato de fé e amor nesta segunda-feira, 15 de setembro. Ao chegar ao Santuário de Schoenstatt de Porto Alegre, depois do encerramento do Congresso, Yonis pegou Yris pela mão e, com lágrimas nos olhos, pediu-lhe em casamento pela Igreja. Isso aconteceu durante a Santa Missa, logo após a homilia. Não era apenas um pedido de casamento, era um sim renovado, uma entrega total nas mãos de Deus e de Maria, no lugar onde tantas graças brotaram para o mundo. Naquele instante, o humano e o divino se encontraram: seu amor, amadurecido em 13 anos de vida compartilhada, transformou-se em testemunho vivo do milagre da Mãe.
“Ao chegar, perguntei à minha esposa por que a Mãe havia nos trazido aqui, nesta peregrinação. Ouvindo as homilias e as oficinas,
continuei rezando e esperando a resposta de nossa Mãe. Hoje, ao chegar ao Santuário de Schoenstatt em Porto Alegre,
a Mãe me disse que eu não poderia continuar participando de todas as nossas atividades na nossa paróquia,
orientando um grupo de casais sem poder receber a comunhão.”
Ela disse “sim”
O que aconteceu ali não foi casualidade, mas Providência. Em meio a um jubileu histórico para o Movimento de Schoenstatt, enquanto delegações de 25 países se uniam em oração, a Mãe realizou um milagre silencioso, mas poderoso: inspirou um de seus filhos a selar seu amor com a graça sacramental e uma de suas filhas a responder com o mesmo sim de Maria. Esse pedido de casamento não foi apenas uma decisão pessoal, mas um sinal de esperança para todos os casais, um convite a confiar que o amor, quando colocado nas mãos de Deus, sempre encontra novos caminhos.
Hoje, Yonis e Yris não apenas celebram uma promessa, mas também se tornam testemunhas vivas de como a Mãe Peregrina continua agindo, unindo corações e renovando a fé. Sua história é um chamado a todos: abrir-se ao amor de Maria, deixar-se guiar por sua ternura e confiar que, mesmo depois de muitos anos juntos, Deus sempre tem um novo começo preparado.
Certamente o Venerável Diác. João Pozzobon, que levou o sacramento do Matrimônio a tantas famílias, se alegra ao ver que a Mãe segue realizando milagres.
Ir. M. Nilza P. da Silva/ Diário de Santa Maria – Desde o dia 9 de setembro, as mídias nacionais e locais contribuíram muito para a divulgação do Encontro Internacional da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, celebrando o jubileu de 75 anos desta iniciativa apostólica. Recolhemos aqui, os depoimentos de alguns participantes, colhidos e publicados pelo Diário de Santa Maria:
Pe. Alexandre Awi
Sou brasileiro e saber que um gaúcho conquistou o mundo com sua simplicidade, com um trabalho sério, profundo, apaixonado e entusiasmado é motivo de orgulho. Talvez muitos aqui, em Santa Maria, não reconheçam a grandiosidade de sua presença, mas este evento mostra que as fronteiras da cidade se abriram para o mundo por meio da Campanha da Mãe Peregrina e de João Pozzobon, hoje venerável. Ele caminhava por estradas da Quarta Colônia, dormia no caminho para levar a Mãe às famílias. A entrega radical de João a Jesus, pelas mãos de Maria, e seu serviço aos mais pobres continuam contagiando o mundo. Esse exemplo é um sinal de esperança que hoje se reafirma neste encontro internacional.
Esperamos que em breve ele possa ser também um beato da igreja. Talvez o primeiro diácono permanente. É pai de família, alguém que é exemplo para muitos e que possa continuar então conquistando muitos corações
Filho e neto de João Luiz Pozzobon
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Humberto Pozzobon (filho do Venerável João)
Como filhos, não tínhamos noção da grandeza das coisas que (nosso pai) fazia, porque ele era um pai normal, igual a todos. Agora, com o tempo, percebemos que a coisa era bem diferente do que pensávamos, muito maior do que a gente imaginava. Para a família, ele foi muito amoroso, muito dedicado. Ele dizia: “Se eu me descuidar da minha família, não adianta eu mover o mundo”. Muito orgulho. É uma alegria muito grande ter um pai assim. Nós sentimos aquela emoção, aquela gratidão de ter um pai tão maravilhoso que reuniu tantas pessoas. É simplesmente fantástico.
Guadalupe Teresita Benavidez (Argentina)
“Eu conheci o João Pozzobon graças à formação da Campanha Jovem no ano passado e, realmente, ele me inspira a seguir adiante, a caminhar sempre de mãos dadas com a Mãe. Com a força e o impulso dela, quero chegar a todos os lugares para onde ela quiser me levar e ser seus pequenos pés. A família de Schoenstatt é tão grande que eu sentia um chamado dentro de mim dizendo: “Tenho que ir, tenho que participar disso.” Foi muito bom eu estar aqui e é algo que sempre vou agradecer à Mater. Gostei muito de tudo até agora. A cidade me encantou, fomos recebidos com um clima muito bonito, com um sol acolhedor.”
Maria Eugenia Falcone (Argentina)
“Também conheci o Sr. João na formação para a Campanha. Me encantei com a história porque me inspirou a ser missionária, a seguir levando o amor que ela me dá para os demais e não guardá-lo só para mim, porque não é um tesouro apenas meu, mas algo para oferecer aos outros. Também me inspira o fato de ele ter vivido com tanta responsabilidade: trabalho, família e, ao mesmo tempo, missão, levando o amor de Jesus aos demais. Estar aqui me parece um milagre. Não era algo que eu esperava, mas a Mãe me presenteou. É incrível estar onde tudo começou, visitar os lugares que marcaram a história de Schoenstatt e da Igreja. Aqui podemos renovar a Aliança de Amor, o impulso missionário e voltar à fonte de graças onde o Sr. João começou. Estar nesses lugares onde ele viveu e com sua família é reviver o início do envio missionário. Também é como acender em nós esse primeiro fogo para levá-lo aos lugares onde vamos seguir caminhando com a Mãe.”
Marta Cristina Pérez Martíne (Guatemala)
“Conheço a história de João Pozzobon desde a infância, porque minha tia foi a primeira schoenstattiana em meu país. A partir dela, toda a minha família se envolveu no Movimento. Sou missionária da Campanha da Mãe Peregrina há muitos anos. Minha cidade é Esquipulas, considerada a capital da fé na América Central. Por isso, é uma grande alegria estar aqui, com representantes de cerca de 25 países, todos unidos pelo amor e pela Campanha da Mãe Peregrina. A história de João Pozzobon é surpreendente. Ele foi um leigo comprometido que entendeu a necessidade de levar os cristãos ao encontro com Maria. Seu trabalho ultrapassou fronteiras e hoje chega a tantos lugares. Ele levou a Mãe não só às casas, mas também ao coração das pessoas. Estar aqui em Santa Maria é emocionante. Podemos compartilhar com pessoas de todo o mundo esse mesmo amor, vivido de diferentes formas. Vamos conhecer melhor a história de João Pozzobon e também trocar experiências com os outros países que vieram de tão longe.”
Diácono Fernando Ignacio Gonzalez Baquerizo (Equador)
“Eu trabalhava em Guayaquil (maior cidade do Equador), mas viajava para o interior do país. Então, um sacerdote amigo me convidou para Schoenstatt, mas eu não podia porque ia viajar na segunda-feira e voltaria na sexta-feira. Então, o que aconteceu? Dois anos depois, ele faleceu, e eu fui para Schoenstatt porque lá fizeram toda a cerimônia de exumação para ele. Neste dia, alguém se aproximou e me perguntou se eu queria participar das atividades de Schoenstatt. Eu disse que sim. Então, comecei a participar de uma formação, inicialmente como grupo missionário de casais. Estive lá um bom tempo até fui transferido e terminei me aposentando. Então, fui morar na praia. Um dia eu estava responsável pela igreja na minha região, e umas missionárias que eu não conhecia me pediram para disponibilizar a igreja para uma reunião. Eu abri a igreja, elas se reuniram, e foi assim que conheci a irmã Norma. Ela me disse: “O que você está fazendo aqui?” Eu respondi: “Eu moro aqui.” “E por que você não trabalha para a Campanha?” Desde então, continuo. Eram apenas oito missionárias, agora temos 44.
A experiência de viver aqui neste momento é extraordinária. Estar aqui me encheu de muita alegria porque conheci o lugar onde ele viveu. Li livro sobre a vida dele e fui conferindo tudo, e estamos entendendo perfeitamente que ele é um homem santo e um homem que nos inspira. Nós saímos no dia 7 de setembro às 20h, chegamos em Lima de madrugada e aqui no Brasil chegamos às 6h da manhã desta quarta, mas tudo bem. Totalmente de acordo. Não havia como dizer que estou mal ou entediado, porque eu vinha com uma expectativa. Queria conhecer e saber mais sobre o diácono.”
Pe. Johnson Panthappillil John (Índia)
“Conheci a história de João Pozzobon quando estudava com os Padres em Schoenstatt, na Alemanha. Depois, voltei ao meu país e comecei a trabalhar com o Movimento. Mais tarde, na América Latina, especialmente no Paraguai, conheci ainda mais sobre o diácono João Pozzobon.
Para mim, ele é uma grande inspiração: um homem humilde, um pai de família, alguém comum que fez coisas simples e, com isso, alcançou a santidade. Essa simplicidade é também um chamado para nós: viver como ele, na família, como diácono, como cristãos no mundo todo.
Eu venho da Índia, de muito longe. Trabalho lá com a Campanha da Mãe Peregrina, que está crescendo e chegando a muitos lugares. Vim conhecer mais, visitar os espaços ligados a ele, rezar pela minha pátria e levar essa missão ao meu país. Sinto-me muito abençoado por estar aqui, nesta terra tão querida de João Pozzobon.”
Pe. Ntiranyibagira Longin (Burundi)
“Sou Padre de Schoenstatt, diretor do Santuário de Monte Sião Gikungu, em Bujumbura. O Movimento em meu país começou forte em 1962 e a Campanha da Mãe Peregrina chegou em 1974. Desde então, faz parte da nossa pastoral, com os Padres e as Irmãs de Maria. O que mais me inspira em João Pozzobon são as atividades pastorais que incluem a missão mariana: levar a imagem de Maria às famílias e pequenas comunidades, reunir as pessoas para rezar e fortalecer a vida cristã por meio da Campanha da Mãe Peregrina. Foram mais de 20 horas de viagem até Santa Maria. Viemos nove pessoas: um padre, duas irmãs de Maria e seis leigos. Desde que chegamos, temos aprendido muito e vivido experiências que vão nos ajudar no trabalho pastoral em Burundi e também na região: Congo, Tanzânia, Uganda e, agora, também no Quênia.”
Maria Eliane Nascimento Cesário (Brasil)
“Conheci o Movimento há muito tempo e me emocionei com a história de João Pozzobon. Ele foi casado, ficou viúvo, precisou trabalhar e criar os filhos, mas nunca usou isso como desculpa para não servir à Mãe. Abraçou o chamado e, por causa dele, hoje as imagens estão em todas as casas, e não apenas nas igrejas. É a minha primeira vez em Santa Maria e considero um milagre estar aqui. Sempre tive vontade de vir. Quando cheguei ao Santuário, me senti realizada, como se fosse realmente um chamado da Mãe. Este presente dos 75 anos quem ganhou fui eu. A viagem foi longa: saímos de Caruaru às 22h, passamos pelo Recife, depois Porto Alegre e chegamos a Santa Maria quase 26 horas depois. Ainda não tínhamos nem tomado banho, mas valeu a pena. A história de João, contada em forma de teatro, me tocou muito. É diferente de ler em um livro. Sou promotora vocacional, represento-o e trouxe a capelinha comigo.”
María del Carmen Vázquez (México)
“Vim do México com o coração alegre para este grande jubileu, que preparamos com muito carinho, com muitas contribuições ao Capital de Graças e com amor à Campanha e ao serviço aos irmãos. Nos dois dias de congresso na universidade aprendemos muito e agora seguimos celebrando os 75 anos da Campanha, algo que tanto desejávamos. Foi uma viagem longa, de mais de 12 horas, quase um dia e meio. Mas não é turismo, não é lazer: é uma preparação espiritual para conhecer mais da Campanha. Pode parecer loucura, mas quando se está apaixonado pela missão, vale a pena dedicar tempo e esforço. Estar em Santa Maria é emocionante. Vemos a grandeza de um homem tão pequeno aos olhos do mundo, mas cheio do Espírito Santo. Não o vejo como um herói, mas como um homem humilde que soube escutar a voz de Deus. Isso nos ensina que todos podemos buscar a santidade nas nossas atividades cotidianas, seja como mães de família, seja levando o Evangelho aos mais frágeis, inclusive aos que vivem a pobreza de coração. Estou muito emocionada e feliz. Meu espírito está cheio de alegria por participar desse momento e por poder seguir o exemplo de vida de João Pozzobon.”
“A história de João Pozzobon chegou até nós na comunidade de Santo Domingo, na República Dominicana, onde temos um santuário fundado em 1973. Lá recebemos formação e conhecemos sua missão. O que mais me inspira é que ele levou a Mãe Peregrina a todos os países, para que todos conhecessem a Mãe e Rainha, Três Vezes Admirável, Vencedora de Deus.”
Maritza Hernandez (República Dominicana)
“O que mais me inspira é que ele levou a Mãe Peregrina a todos os países, para que todos conhecessem a Mãe e Rainha, Três Vezes Admirável, Vencedora de Deus.”
Ir. M. Nilza P. da Silva – Quem passou pelas estradas que ligam São João de Polêsine a Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Brasil, entre os dia 13 e 14 de setembro, certamente se surpreendeu ao encontrar cerca de 30 jovens caminhando, hora cheios de disposição e hora cansados, mas sempre animados pelo amor.
São rapazes da Juventude Masculina de Schoenstatt (Jumas), da região sul do país, que, passo a passo, nos 40 quilômetros, querem “viver na prática um pouco do que o diácono João Luiz Pozzobon viveu como peregrinador, fortalecer nossa união como irmãos do JUMAS e nos preparar espiritualmente para a Romaria da Primavera no Jubileu,” explica Christian Fernando Mazzon Gauer.
Trazer e ser sementes
Christian conta também: “Iniciamos a nossa peregrinação na casa museu de João Luiz Pozzobon, em São João de Polêsine, hoje (sábado) em torno das 6h30min, da manhã. Chegaremos ao Santuário, no domingo, pela manhã, para participarmos da Romaria da Primavera.”
Sim, para esses corajosos, não basta participar da tradicional peregrinação, iniciada pelo Venerável Pozzobon, levando sementes para serem abençoadas, mas, eles mesmos querem ser as vivas sementes para a florescência de uma nova geração.
Leandro Dalla Nora diz, “essa peregrinação para mim é uma forma de súplica e uma fonte para novas ofertas ao Capital de Graças.” Ou seja, sua meta é entregar tudo nas mãos da Mãe de Deus, para que ela transforme em graças e as distribua pelos Santuários. O exemplo de Pozzobon é a estrela que o guia nesta caminhada: “Para mim João Luiz Pozzobon é um exemplo de Filialidade heroica vivificada”, partilha.
Uma caminhada de vínculos
O que o motiva também “é a certeza que o Jumas do Regional está reunido, somos irmãos caminhando lado a lado, todos peregrinando pelo mesmo objetivo e lutando pelo mesmo ideal. Na pedagogia das vinculações, estamos vivendo de forma especial, como Jumas, as vinculações com os irmãos através de Deus e de Maria. Isso representa uma parte do nosso ideal ‘Através de vínculos profundos buscamos ser homens novos’”.
Faz parte das longas romarias a pé, a escuridão da noite e o recomeçar pela manhã, com o olhar de esperança de que a meta será alcançada. “Sei que esse caminho será um grande desafio, mas tenho a convicção de que completá-lo é uma entrega à Mãe e uma forma de seguir os passos de João Pozzobon,” comparte Eduardo Veríssimo Vargas Cortina. Para ele, a principal motivação para aceitar colocar-se a caminho é “porque acredito na força que brota do Capital de Graças”. Ele conta também que para ele, “Pozzobon é um sinônimo de instrumento da Mãe. Imitar os passos dele significa viver o apostolado de maneira mais intensa, até porque esse é um dos objetivos do Jumas: Levar a Mãe para um mundo tão necessitado de afeto e oração”.
Uma peregrinação para dentro de si
Conta-se que o peregrino faz duas caminhadas durante o trajeto, uma são os passos na estrada, rumo ao local geográfico e outra peregrinação acontece para dentro de si mesmo. As vivências dos limites físicos, as superações dos limites, o convívio com o outro, se bem aproveitado, leva a questionar-se sobre as escolhas feitas nas trilhas da vida. O Pobre Burrinho de Maria, que caminhou 140 mil quilômetros com a Mãe Peregrina sabe bem disso e é exemplo de quem soube fazer os dois trajetos. Por isso, Matheus Zanch Baggio o tem “como um exemplo de autoconhecimento e de lealdade”.
Para Matheus, saber que não se caminha sozinho na vida, faz toda diferença: “Vejo todos como irmãos, pessoas que tem os mesmos valores que o meu, pessoas em quem eu posso contar, e saber que sempre estarão comigo em qualquer situação. Essa atmosfera é um exemplo a ser seguido para a juventude.”
Cada passo para ele é um canto de gratidão à Mãe de Deus, é “uma forma de agradecimento por todas as graças que venho recebendo ao longo da minha vida, além disso é uma forma de apreciação e uma oportunidade maior de vinculação ao Movimento,” explica.
Os passos incendeiam o coração
Enquanto lemos, esses jovens já chegaram ao Santuário, mais fortalecidos para continuar a peregrinação da vida e mais incendiados no amor a Cristo e Maria. “Se eu pudesse resumir em uma palavra essa, seria companheirismo. Estamos cheios de entusiasmo para concluir o trajeto e celebrar o jubileu da melhor forma, levando adiante o fogo da Juventude,” conclui Eduardo Veríssimo. Rezemos pelos jovens!
Karen Bueno – O Santuário Tabor (Santa Maria, Brasil) amanheceu com pétalas de rosas espalhadas por toda parte, neste domingo. Essa é uma tradição que se repete há mais de 70 anos, no mês de setembro, mas, dessa vez, não eram só flores que chamavam a atenção, eram também as milhares de pessoas, de muitos países, que se reúnem para seguir os passos do Venerável Diác. João Luiz Pozzobon.
O último dia do Encontro Internacional da Campanha da Mãe Peregrina, 14 de setembro, foi coroado pela realização da Romaria da Primavera. Essa peregrinação foi criada por João Pozzobon e se repete ano a ano, sendo um dia em que muitas pessoas levam flores para a Mãe.
Ao redor do Santuário, cerca de 5 mil pessoas se reuniram pela manhã, em um domingo que ameaçava chuva. Apesar das primeiras gotas assustarem a multidão, elas logo cederam e, durante a caminhada, o sol chegou a brilhar. O trajeto da procissão iniciou com uma oração no Santuário Tabor e partiu com orações e cantos, indo até o Santuário Basílica da Medianeira.
5 mil pessoas para a missa
Para Sylvia Segu, do Chile, “essa peregrinação foi o fecho de ouro do Jubileu.”
A missa foi celebrada do lado de fora da Basílica, em um campo aberto. O arcebispo de Santa Maria, Dom Leomar Brustolin, presidiu a liturgia, com a presença de dezenas de sacerdotes. A missa foi transmitida ao vivo, pela televisão aberta, para o Brasil e para Portugal, pela TV Canção Nova.
O arcebispo de Santa Maria presidiu a celebração
Dom Leomar começa dizendo que “aqui estão presentes 25 países, pessoas que vieram de muito longe”, e, por isso, “elevamos hoje um louvor pelos 75 anos da Campanha, nascida do coração ardoroso do Diác. João Pozzobon”. Na homilia, o arcebispo segue dizendo que a Campanha da Mãe Peregrina “é a visitação de Maria que continua em nossos dias, a Mãe que atravessa montanhas, entra em cada casa e faz do coração humano um Santuário Vivo”.
A liturgia também celebra a exaltação da Santa Cruz. “A cruz é a gramática do amor de Deus”, diz o arcebispo. Ele também recorda a vida de Pozzobon como um exemplo de como abraçar a cruz: “Em Schoenstatt, chamamos Maria de Mãe e Educadora, Peregrina que visita os lares e, em cada visita sua, ela traz em si a memória da cruz. Levar Maria é levar, em primeiro lugar, a Jesus. Nessa espiritualidade se insere nosso querido diácono, o Venerável João Luiz Pozzobon, que percorreu décadas levando a imagem da Mãe Peregrina, levando as bênçãos de Deus. Não foi fácil. O testemunho de Pozzobon nos convida a levá-la pelas estradas da vida, transformando em gesto de serviço, caridade e anúncio”.
Pedindo a Cruz da Unidade “emprestada” de uma senhora da Colômbia, o arcebispo mostra a todos e diz que não sabemos por quais cruzes nós vamos passar na vida, mas para confiar no Senhor.
Foto: Padre Felipe Ríos
Enviados com novo ardor
Sylvia Segu comenta: “A homilia do arcebispo foi maravilhosa, unindo João Pozzobon e Schoenstatt na cruz. O envio nos traz um desafio para seguir a missão do Sr. João, pois temos grandes dificuldades em nossa região, mas conhecer os lugares onde ele viveu nos traz um novo ardor para seguir com a missão”.
No final da celebração, houve a bênção das sementes, que era um costume iniciado por João Pozzobon, pedindo por terras férteis um uma boa colheita para todos da região. No sinal dessas sementes, Dom Leomar também pediu a todos para rezar por seus párocos.
Os filhos de João Pozzobon disseram breves palavras ao final da missa – Humberto, Petrolina e Vilma se emocionaram com a multidão que celebrava e agradecia pela vida de seu pai.
A Sra. Teresita Inês Rodriguez, da Argentina, comenta: “O que eu mais gostei, nesses dias de Congresso, foi conhecer a vida do Sr. João, a partir da vivência em sua casa e nos lugares por onde ele caminhava; conhecer a casa de seu nascimento e as colinas ao redor que o inspiravam, a simplicidade de sua casa. Porque, por mais que tenhamos lido muito e visto vídeos sobre a vida do Sr. João, não é o mesmo que ter esse contato pessoal com sua família, com seus filhos, o calor humano. Este Congresso foi realmente um presente da Mãe, uma bênção. No meu caso em particular, gostei muito de estar aqui e isso abriu caminhos para que daqui eu possa contagiar outras pessoas no lugar de onde eu venho (São Juan, na Argentina).”
Documento de Consenso
Já há algum tempo, os países puderam enviar contribuições para a criação de um documento de consenso da Campanha, a nível internacional. Durante os dias de Congresso, um grupo com dois representantes de cada país esteve trabalhando neste material. O trabalho avançou bastante nesses últimos dias. O estilo de trabalha adota um modelo sinodal, para que todos possam ser ouvidos. Por enquanto o documento não foi finalizado e o grupo seguirá se encontrando online. No futuro, divulgaremos mais informações sobre o andamento deste trabalho.
Despedidas e muita emoção
O momento de despedida do Congresso se deu com o almoço no Centro Mariano. Foram dias de grande emoção, coroados com o espírito de Família. No centro das mesas um grande bolo foi colocado e os filhos de Pozzobon puderam acompanhar o canto de celebração. Assim se encerravam os dias tão especiais de encontro que reuniram 25 nações e mostraram o rosto missionário, vivo e empolgado da Campanha da Mãe Peregrina presente em tantas partes do mundo.
Karen Bueno – Campos verdes, flores coloridas e um lugar onde é possível imaginar João Luiz Pozzobon ainda menino, correndo pelos campos. Assim é o município de São João do Polêsine, na Quarta Colônia de Imigração Italiana, onde nasceu o Venerável João Pozzobon.
Nesta sexta-feira, 13 de setembro, o penúltimo dia do Congresso Internacional da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt foi dedicado a visitar São João do Polêsine e Ribeirão, passando por locais históricos e simbólicos na vida da família Pozzobon.
A ampla logística envolveu 17 conduções (entre ônibus e microônibus) para levar os 700 congressistas até a região histórica, que fica a cerca de 40 minutos de Santa Maria. Os grupos foram divididos em 4 roteiros distintos, todos se revezando e passando pelos mesmos lugares históricos onde João Pozzobon nasceu e cresceu.
O lugar onde tudo começou
A casa da família Pozzobon, onde João nasceu, foi reconstruída e conta com representações dos cômodos, como eram no passado – com fogão, móveis, utensílios, etc.
Um lugar de destaque é uma Ermida construída no lugar onde a família costumava enterrar o umbigo dos recém-nascidos – e onde está também o de João Pozzobon. A Ermida tem o formato de flecha, que aponta para alto e que também remete ao formato do Santuário.
Analia Quijano, da Espanha, visita pela primeira vez este lugar especial e comenta: “Gostei muito do vídeo, no final, que conta um pouco sobre a vida dele (de Pozzobon). É o que mais me agradou pessoalmente. E depois, você percebe, na casa, o espaço que eles tinham para crescer. Viver com tanto espaço e ao redor de todo aquele campo tão bonito – devia ser muito saudável, não? Um lugar que é um paraíso, no fundo. E bem, ele deve ter sido feliz aqui, não é? Ou seja, uma família em um lugar adequado.”
A capela onde a fé se constrói
Outro lugar simbólico para a história da Campanha da Mãe Peregrina é a comunidade em que João Pozzobon participava, a Capela de São Pedro. Nessa pequena igreja ele ia à missa aos domingos e foi onde recebeu os sacramentos: foi batizado, fez a primeira comunhão, se casou…
Ao longo do dia, os quatro grupos de peregrinos foram se revezando para visitar a igreja e muitos desses grupos participaram ali da Santa Missa.
“Foi realmente emocionante reviver e sentir o que ele sentiu. Desde o primeiro momento que chegamos aqui, nós revivemos tudo o que Pozzobon foi, desde muito pequeno: suas raízes, seus princípios. E, sinceramente, é muito tocante tudo isso”, diz María Alejandra Vázques, da Argentina.
Renovando as promessas do Batismo
Como Pozzobon foi batizado nessa capela, todos os congressistas puderam tocar a pia batismal e benzer-se com a água benta. Em uma vivência seguinte, do lado de fora da capela, todos receberam velas e também puderam renovar as promessas batismais.
Outro momento marcante foi dedicado a conhecer e aprofundar a história sobre a celebração do dia da Aliança de Amor. Atualmente, milhares de comunidades, por diversos países do mundo, celebram o dia da Aliança (geralmente dia 18 de cada mês). E tudo isso começou em Santa Maria, contando com o incentivo do Fundador de Schoenstatt, Pe. José Kentenich.
Espírito de Família
Para o almoço, os grupos foram divididos pelos locais históricos. Ao lado da capela de São Pedro, diversos congressistas se reuniram no salão e puderam acompanhar um “show improvisado” dos Padres de Schoenstatt, que animaram e contagiaram a todos.
Outro grupo de reuniu em São João do Polêsine e acompanhou uma apresentação de danças típicas da região, envolvendo os participantes em danças e na animação.
O Padre de Schoenstatt Sajan Paul Puthur é da Índia, mas trabalha com o Movimento no México. Ele conta que, da delegação mexicana, poucos conheciam esses lugares históricos, por isso, “todos estão muito emocionados, na verdade.”
Pe. Sajan detalha: “Ao visitar esses lugares, pareceu-me que estava revivendo novamente as memórias do Diácono Pozzobon. Como sou responsável pela Campanha da Mãe Peregrina na região de Monterrey, fiquei feliz por visitar esses lugares para aprender mais e para nos reanimarmos na missão. Não é apenas um centro histórico, mas, acima de tudo, é uma lembrança para cada um de nós. Nosso fundador também passou por aqui. Junto com todo o povo do México, nós dizíamos: ‘Que bom, que estamos aqui’. Naquele momento, alguns já estavam chorando, ao verem as coisas de Pozzobon. Eles estavam muito emocionados, na verdade.”
Noite cultural
A parte da noite reuniu todos para apresentações culturais em frente ao Santuários Tabor. Os grupos de diversos países foram se apresentando em uma cantata para Maria. Cada nação trazia canções típicas, algumas lentas e outras mais agitadas, como os representantes de Burundi, que colocaram todos para dançar.
“Essa apresentação foi maravilhosa, achei tudo tão bonito, especialmente a parte que envolveu as crianças. Foi lindo ver a diferença de cultura, de países tão diferentes”, comenta Emília Carvalho, do Brasil.
Para fechar a noite, a apresentação da Argentina trouxe canções conhecidas que animaram a todos. Os Padres de Schoenstatt e os jovens cantaram “Surge Valentía” e “La de Siempre”, empolgando muitos que aguardavam pela última apresentação. Apesar dos pedidos de “mais uma” (e devido ao horário) foi necessário encerrar, com a bênção final, mas com os corações ardendo e a certeza que a festa continua, pois no dia seguinte começa a tão esperada Romaria da Primavera.
Ir. M. Nilza P. da Silva – No Congresso Internacional da Mãe Peregrina, em Santa Maria, Brasil, a manhã do dia do nome de Maria, 12 de setembro, é dedicado à meditação sobre os sinais de esperança na vida do Venerável João Luiz Pozzobon. O espaço do Clube das Dores, no qual se realiza o evento, já é o lar de todos, que chegam cheios de alegria e cada vez mais próximos uns dos outros, pelo convívio e a partilha na missão.
Ela é a primeira missionária
Pe. Arkadiusz Sosna, da Coordenação Internacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt, preside a santa missa. Os cantos do coro das Irmãs de Maria são um louvor à Maria, pelo dia de seu santíssimo nome. Na homilia, o padre faz uma relação entre o nome de Maria e a missão do Venerável Pozzobon, sempre acompanhado por um pensamento de São João Paulo II.
Ele disse que “a festa do dia nos recorda a proximidade, a proteção e a força que guarda o nome de Maria… Ela é a primeira missionária, disse seu “sim” e se converte na primeira que leva Cristo ao mundo”. Ele destaca que a família é o lugar da primeira evangelização. A missão de João “começou em sua própria casa – em sua ‘Nazaré’ – perante a imagem da Mãe Peregrina. Junto de sua esposa Vitória, ele fez de seu lar um lugar de encontro com Deus. Sua casa se tornou o primeiro ‘Santuário-lar’.”
Onde Maria entra, entra Cristo
Pe. Arkadiusz também discorre sobre “a missão dos leigos”, a exemplo de Pozzobon, que “não era teólogo nem religioso, mas sim um cristão simples com um grande coração.” E finaliza dizendo que “Maria é a estrela da evangelização e mãe do cotidiano. Hoje, quando a Igreja enfrenta a indiferença religiosa e a confusão moral, devemos redescobrir a força dos gestos simples e da presença de Maria na vida diária. Porque onde Maria entra, entra Cristo – como na casa de Isabel”.
No final da Santa Missa, Pe. Arkadiusz saúda todas as Irmãs de Maria, pela festa de seu nome e as convida a se reunirem para uma foto.
Eulalia Solé, da Espanha, comenta sobre este encontro: “É muito emocionante, com reflexões muito positivas que me enchem de esperança na obra da Mãe de Deus nos corações e me inspiram a uma renovação mais profunda da minha dedicação à Campanha. Neste Congresso, fiquei profundamente impactada pelo testemunho do Bispo local e de Monsenhor Melchor, sobre sua visão da vida e da pessoa de João Pozzobon e o que ele representa para a Igreja hoje. Nesta celebração dos 75 anos, encontrei-me com muitas pessoas de tantos países e culturas diferentes, que compartilham o amor pela Mãe, a experiência de que o mundo precisa dela e corações ardentes para carregá-la”.
A família Pozzobon presente
Após a pausa, o momento formativo é conduzido pela Juventude de Schoenstatt de Santa Maria e os Padres de Schoenstatt, que, por meio de textos, vídeos e músicas, apresentam uma reflexão sobre João Luiz Pozzobon, exemplo de missionário da esperança, que motiva a Campanha da Mãe Peregrina, rumo ao futuro.
Os filhos de João Luiz Pozzobon
Meu pai, queria uma família feliz
Vilma diz que só pode agradecer: “A vida de meu pai, com a família, era muito alegre, muito feliz.” Humberto, diz que está muito feliz por estar aqui. “Ele é um missionário da esperança, inspirado pelo Espírito Santo. Sua alegria era rezar o terço com as famílias e dizia que não se pode abandonar a família. Ele era bondoso, amoroso, nos ensinava a sermos modestos, cuidava de nossa boa apresentação e queria deixar sua família sempre feliz.”
A seguir entram todos os outros parentes de Pozzobon, trazendo o quadro da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt do Santuário Lar de Pozzobon, bem como o último quadro com o lema do ano e o “caderno da obediência”, no qual ele fazia as anotações sobre a educação dos filhos.
Estamos apenas começando
Os jovens de Schoenstatt entram com a Peregrina Heroica, com qual Pozzobon atuava junto a juventude e dão o seu “grito de guerra”. A reflexão sobre o falecimento de Pozzobon se dá pelos relatos do Diácono Ubaldo, como ele havia vivenciado os momentos pós acidente e como foi dolorido saber que ele havia falecido.
A seguir, citam o acidente com a Peregrina Original, em sua visita pelo Brasil, e as palavras de Pozzobon, quando a Campanha completava 30 anos: “Estamos apenas começando”. Músicas e imagens mostraram o início da Campanha, com Pozzobon, e a seguir, a mensagem era que a missão agora é nossa.
O avanço do Processo de Beatificação do Venerável Pozzobon é um sinal de esperança para todos nós. Conclui-se com a oração da Ave Maria, em todos os idiomas. Apresenta-se, então, uma peregrina, na qual está incrustado um fragmento da madeira da peregrina original, retirada após seu acidente, e um pequeno pedaço de tecido que tocou os ossos do Venerável na exumação de seu corpo em 2008. Acompanhado a voz de Pozzobon, todos cantam: “O meu coração é só de Jesus…” e um diácono dá a sua bênção.
O grande e inesperado presente
Pe. Vitor Possetti, então, explica que cada participante será enviado para dar continuidade à missão iniciada, pelo Venerável João Luiz Pozzobon. Os participantes receberam uma pequena imagem peregrina. A emoção tomou conta dos corações, com lágrimas e muita devoção, os missionários recebiam a pequena Peregrina, com a missão de continuar a tão grande e bela missão do Venerável Pozzobon.
“Loucos de amor”, esta é a frase com que Marycarmen Vazquez Sánchez, do México, resume toda a atmosfera deste congresso. “A dedicação filial à missão, línguas diferentes, mas todos unidos em um só coração. Há o desejo de aprender mais, a magnanimidade dos missionários,” completa.
A difícil escolha…
Na tarde, os participantes tiveram que fazer uma difícil escolha: Seguir para a Vila Nobre, rezando a Via-Sacra, conhecer o Santuário dos Irmãos de Maria, em Itaara, ir à Casa Museu, onde residiu o Venerável Pozzobon ou estar com seus filhos, ouvir seus relatos e fazer perguntas. Enquanto isso, os representantes da Campanha nos diversos países, junto com a Coordenação Internacional, trabalhavam o Documento de Consenso, que vai definir o que é essencial da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, para todos os países.