Final de semana jubilar para as mulheres de Schoenstatt

 

Jaqueline Montoya – Tomar banho, arrumar o cabelo, colocar uma roupa solene, abrir o aplicativo do celular (ou ligar o notebook!), copiar o link da reunião, colar e: esse é novo normal! Foi assim, que desde a noite de sexta-feira, 7 de agosto, a Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt (Lafs) vivenciou o seu final de semana jubilar. Celebrar 100 anos de história em meio à pandemia exigiu mudanças nas rotinas e necessidade de se reinventar, mas também permitiu vantagens: como acompanhar diretamente do Santuário Original as celebrações.

Vigília Jubilar e Noite de Oração

A programação Jubilar previa um encontro internacional em Schoenstatt, com uma delegação brasileira já pronta para embarcar. Com as mudanças de planos, a Liga Internacional teve que adiar o encontro para 2021, mas as principais celebrações foram realizadas e transmitidas via internet. Então, na sexta-feira (7/8), tudo teve início na parte da tarde com a Vigília Jubilar, direto da Alemanha.

Como muitas não poderia acompanhar a vigília da Alemanha, às 20h20 a Lafs realizou sua Vigília nacional. Com direito a muitos balões e clima de festa, a Lafs Guarapuava foi a grande anfitrião da noite, que terminou com adoração, seguida de hora de guarda feita individualmente pelos locais.

Como destacaram as liguistas de Guarapuava, “são 100 anos da Liga Apostólica Feminina! Somos filha jubilares, é festa, é alegria, fomos escolhidas para vivenciar esse momento e não poderíamos comemorar de outra forma, senão em uma vigília. Somos Tabernáculos vivos, portadoras de Cristo”.

 

 

Missa Jubilar

Depois de uma noite de vigília e oração, a Lafs acompanhou a Celebração Jubilar, transmitida da Alemanha, a partir das 6h no Brasil. Pe. Antonio Bracht presidiu este momento. Durante a homilia, aprofundou o lema do centenário – Contigo a vida é mais Maria – e deixou palavras de gratidão pela fidelidade das primeiras. “Essa beleza interior, refletida na vida de tantas mulheres nos faz perceber que a vida é mais Maria, porque despertou mais beleza na vida das pessoas. A vida é mais bela em Maria, se torna programa. Somos chamados a viver a vida de Maria em Belém, na maternidade de tantas mulheres. A vida de Maria em Nazaré, na mais bela comunidade do amor que é a família. A vida de Maria em Caná, pela silenciosa antecipação característica da mulher, respondendo às necessidades dos filhos, assegurando a alegria da vida. A vida de Maria no Gólgota: a força do amor que carrega o sofrimento e aprende a lutar contra todo tipo de discriminação e diminuição. Vida que é mais Maria, mais digna na dignidade de Maria e assim mais fecunda. (…) Hoje queremos manifestar nossa gratidão a Deus pela fidelidade de tantas mulheres, por sua entrega e pela riqueza que souberam levar ao mundo feminino”, disse.

Coroação: Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro

O centenário da Lafs marca também o centenário das mulheres em Schoenstatt. Com isso toda Coluna Feminina e mulheres dos demais ramos e Institutos da Obra foram convidadas para participar das festividades. Internacionalmente, a Lafs coroou a Mãe de Deus como Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro.

O evento teve uma prévia brasileira, com apresentação dos ramos da Coluna Feminina e do lema que impulsionou o centenário. Na sequência, todas as mulheres puderam acompanhar direto do Santuário Original o rito de coroação.

“Coroar a Mãe de Deus como Rainha das Mulheres foi realmente muito especial e emocionante. É um marco para a história da Lafs, como também para toda a Coluna Feminina. Aqui em Cornélio Procópio/PR também não foi diferente. Reunimos todas as dirigentes da Liga para coroarmos nosso Santuário Lar da sala de reuniões, que nunca havia sido coroado e foi muito importante, pois ali gerações da Lafs Cornélio se reuniram para coroar nossa amada Mãe de Deus”, conta Jéssica Romano.

Através da coroação da Mãe de Deus como Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro, a Lafs quer reafirmar a imagem da Mãe como exemplo de mulher nobre, digna e autêntica, que passou pela vida cumprindo a vontade do Pai. Como rezaram no rito de coroação, elas também querem encarnar estes ideias em seu dia a dia, em todo o mundo. “O jubileu nos convida a suplicar uma nova graça apostólica e a renovação do nosso ser mulher. Os anseios que temos como mulheres são universais e, por isso, queremos nos fortalecer mutuamente, de modo consciente e, juntas, de Santuário-coração a Santuário-coração, de país a país”.

100 anos das mulheres em Schoenstatt - Celebração Internacional

 

Além da coroação, o rito marcou a entrega dos nomes das liguistas dos diversos países, que foram colocados no Tabernáculo do Santuário Original. Joana Teixeira, da Lafs Londrina/PR, comentou a respeito das festividades “foram momentos de profunda graça e bênçãos jubilares: a missa presidida pelo Pe. Antônio Bracht, com as representantes das Comunidades Femininas de Schoenstatt, na Igreja da adoração; a vivência de Coroação no Santuário Original; a colocação da placa com os nomes de todas as liguistas de Schoenstatt no Tabernáculo do Santuário Original… tudo foi muito emocionante”.

E a festa continua!

Apesar das celebrações internacionais terem acontecido neste final de semana, a Lafs comemora seu centenário no dia 20 de agosto. Para marcar a data o ramo realiza mais um encontro virtual, para celebrarem unidas o dia da fundação.

 

Clique aqui e veja as fotos da participação do Brasil

 

Assista aqui:

♥ Pré-celebração no Brasil

♥ Missa Internacional (Igreja da Adoração)

♥ Coroação Internacional (Santuário Original)

Fonte: schoenstatt.org.br

Em 2020 a Liga Apostólica completa 100 anos

      

Ir. M. Jacinta Donati / Karen Bueno – Ei, você que faz parte da Liga (Famílias, Mães, Juventude), sabia que este é um ano muito especial? Estamos celebrando, em 2020, o centenário de fundação da Liga Apostólica de Schoenstatt.

Com o ingresso das mulheres no Movimento deu-se a fundação da Liga. Após 100 anos, a Liga cresceu e se expandiu, como “videira fecunda”, e hoje conta com várias ramificações: Liga de Famílias, Liga de Mães, Liga Feminina, Liga dos Homens, Liga dos Enfermos, Liga da Juventude Feminina, Liga da Juventude Masculina, Liga dos Sacerdotes Diocesanos, Liga dos Diáconos Permanentes.

Como tudo começou

Quem conhece a história de Schoenstatt, um pouco mais a fundo, sabe que em 1919 foi fundada a União Apostólica, durante o Congresso de Hoerde. Este foi um momento muito importante na história de Schoenstatt. Mas, o Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, desejava que o Movimento fosse mais amplo e se abrisse para círculos maiores. As mulheres captaram esse anseio do Fundador e concretizaram seu desejo.

Como tudo aconteceu? “No dia 20 de agosto de 1920, três mulheres reuniram-se em Schoenstatt, sob a orientação do Pe. Michael Kolb. Sendo elas: Gertraud von Bullion, sua prima Maria Christmann e Maria Weber”. Exatamente um ano depois do Congresso de Hoerde, surge a Liga Apostólica. “A Liga foi, de fato, oficialmente fundada em 20 de agosto de 1920” (Pe. Kentenich, 1951). Com sua fundação, fez-se a elaboração dos Estatutos da União e da Liga e ambos receberam o nome de “Movimento Apostólico de Schoenstatt”.

O que é a Liga Apostólica?

O Pe. José Kentenich define a Liga como “a comunidades daqueles que, na força da Aliança de Amor, com um mínimo de vínculos, querem estar livres para tarefas apostólicas”. E, segundo ele, o objetivo de vida é “formar o homem comunitário, mariano e apostólico” [1].

Os membros da Liga não precisam se reunir em grupos, como no caso das Uniões e dos Institutos – que formam os “Cursos”. Porque a Liga não é tão fortemente vinculada pela forma comunitária como os Institutos e as Uniões, o acento está na palavra “apostólico”. O Estatuto indica: “A finalidade da Liga Apostólica é a educação de apóstolos em todos os ambientes no espírito da Igreja”. Este é seu elemento fundamental e seu principal campo apostólico é de âmbito diocesano.

O Ramos se multiplicam

Após sua fundação, em 1920, pelo atuar da Divina Providência, a organização das comunidades se desenvolveu de forma gradativa:

Em agosto 1927, com a orientação das mulheres da Liga Feminina, que eram professoras, acontece o primeiro encontro para meninas (crianças). Assim, sob a orientação do Fundador, surgem as Apóstolas de Maria. Em agosto de 1931, dá-se a fundação da Liga da Juventude Feminina (Jufem) e em 1940 acontece a fundação da Liga de Mães. A partir desta época surgem os ideais próprios de cada Ramo.

A Liga de Famílias se desenvolve no ano de 1948, com a consagração dos primeiro casais no dia 15 de abril, em Schoenstatt.

Hoje, os ramos de Schoenstatt estão presentes nos cinco continentes. “Expressamos à nossa Mãe celestial a devida gratidão por seus desígnios e condução agraciados […] União e Liga (hoje também os Institutos) se complementam e se condicionam mutuamente, ambas constituem um todo orgânico e procuram, sob a denominação comum de ‘Movimento Apostólico para a difusão, defesa e aprofundamento da vida cristã’, dar sua contribuição para a renovação religiosa e moral do mundo” [2].

                                

                                                                                      Liga dos Homens

 

                                  

                                                                                      Liga dos Enfermos

 

                                  

                                                                                        Juventude Feminina

 

                                  

                                                                                           Juventude Masculina

 

                                                                                      Liga de Famílias

 

                                   

                                                                                      Liga de Mães

 

                                    

                                                                                  Liga Feminina

 

                                                                               Apóstolas de Maria

 

                                      

                                                                           Pioneiros de Schoenstatt

 

[1] Pe. José Kentenich. Jornada da Liga Feminina, presente em: Vademecum da Central Nacional de Assessores do Movimento no Brasil

[2] Aloys Zeppenfeld. Presente em: Revista MTA, 6. n. 11/12 de 15.12.1920

Foto destacada (a primeira de cima) Gabriel Oberle

Fonte: schoenstatt.org.br