Ir M Rosequiel Fávero – No último dia de agosto a Família de Schoenstatt de Santo Ângelo se despediu de mais um de seus integrantes, Plínio Tarcisio Pandolfo, da Liga de Famílias de Schoenstatt.

Nascido em 1959, na cidade de Passo Fundo/RS, Plínio veio morar em Santo Ângelo, juntamente com sua esposa Elisabeth, no final dos anos 70. Agrônomo, sua vida profissional foi dedicada a área agrícola. Tinha uma paixão pela natureza e uma alegria especial pelo ciclismo.

Vindo de uma família unida e numerosa (8 irmãos), Plínio recebeu ‘no berço’ o dom da fé, que acolheu de coração aberto e se esforçou em alimentar.

Quando, em 2003, seu filho Lucas começou a participar de um grupo do Jumas, Plínio também entrou em contato com Schoenstatt e participou ativamente de um grupo da Liga de Homens. O Centro Tabor, em Itaara/RS, era-lhe um lugar muito querido.

Em 2010, juntamente com a sua esposa, ingressou no grupo ‘Filhos de Maria’, da Liga de Famílias de Santo Ângelo. Nunca deixou, todavia, dos encontros e retiros da Liga de Homens em Itaara/RS. Com a Elisabeth selou a Aliança de Amor no Santuário Missioneiro de Schoenstatt Tupãcyrendá, em Santo Ângelo, e instituiu o Santuário Lar em sua casa.

No final de 2017 foi surpreendido com a descoberta de um tumor no intestino, um tipo raro e muito agressivo. Com muita coragem e fé enfrentou um difícil período de tratamento. Embora sofrendo muito com dores e os efeitos colaterais da quimioterapia, não perdeu o otimismo que lhe era habitual. Era comum que quem fosse lhe visitar, ao invés de levar consolo, fosse por ele consolado.

Nitidamente, Plínio recebeu a graça de ‘ser feliz’ no sofrimento, pois a serenidade e o sorriso com que viveu este período de dores intensas não nasce puramente do esforço humano, mas é graça acolhida em espírito de fé. A ele seria possível aplicar um trecho da oração do schoenstattiano Francisco Reinisch: ” Ao morrer quero dizer sorrindo: ó querida MTA!”

No seu velório, seus colegas de grupo e integrantes do Movimento de Schoenstatt de Santo Ângelo rezaram já pedindo sua intercessão junto de Deus, renovando junto de seu esquife a Aliança de Amor.

Plínio foi o segundo líder do Movimento de Schoenstatt missioneiro a ‘retornar a Deus’ em duas semanas. Que sua vida e sofrimentos entregues como oferta para o Capital de Graças da MTA, em seu Santuário, seja penhor para que surjam novos líderes que levem adiante a missão de Schoenstatt nesta terra das Missões.