
Ir. Marialice Almeida – No sábado, 26 de março, realizou-se um encontro da Família de Schoenstatt da Arquidiocese de Porto Alegre, como abertura das atividades do ano. Ocorreu numa atmosfera jubilar, dos 75 anos da chegada do Pai e Fundador a nossa pátria e sua passagem por Porto Alegre, e do Ideal Tabor. Foi realizada no dia em que, como Igreja, acolhendo a proposta do Papa Francisco, foram realizadas, mais uma vez, as 24 horas de adoração ao Senhor no Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae. Jesus, nosso Rei Tabor, presente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia foi visitado por muitos schoenstattianos, que se inscreveram e vieram adorá-lo! Dois acontecimentos que se fundiram num só.
Representantes da Família de Schoenstatt vieram ao ‘monte Tabor’ para acolher nosso Pai e Fundador que, como há 75 anos. Ao som do toque do sino do Santuário e do solene ‘aleluia de Handel’, nosso Pai e Fundador foi conduzido até a porta do Santuário onde, com cantos e palavras de gratidão, a Família de Schoenstatt desta arquidiocese reconheceu a grandeza da missão – e como na origem de Schoenstatt – a pequenez dos instrumentos, para vivê-la e levá-la ao mundo, com tantos desafios.
A procissão, solenizada com bandeiras, lâmpada da missão Tabor, com o ícone do Pai e Fundador, realizou-se do Santuário ao salão onde continuaram as atividades do dia.

A reflexão da Ir. M. Neiva Pavlak sobre o momento histórico da primeira visita do Pai e Fundador ao Brasil e o testemunho de fidelidade das primeiras Irmãs alemãs enviadas à nossa pátria em tempo de guerra (2ª guerra mundial), impressionaram a todos. Por isso o Fundador agradeceu a fidelidade; agradeceu à Mãe de Deus porque Ela foi aquela ‘que revelou suas glórias’ através das Irmãs, sacerdotes palotinos e leigos que estavam se introduzindo na espiritualidade de Schoenstatt. Ele viu que surgiram vocações, casa de formação, sacerdotes que queriam se introduzir na espiritualidade, leigos comprometidos com Schoenstatt… E o Pai e Fundador, ao contemplar tudo isto, agradeceu aos instrumentos humanos que se deixaram usar pela Mãe e Rainha de Schoenstatt.
Mas ele também queria “refletir com as Irmãs, como preparar e expandir mais ainda a glorificação da querida Mãe de Deus”.
Também à Família de Schoenstatt deste tempo, após 75 anos, ele agradece a fidelidade e convida a refletir como podemos, à luz do Ideal Tabor, fazer refulgir ainda mais suas glórias.
Após o almoço, muito bem preparado por um casal voluntário que já selou sua Aliança de Amor, todos foram convidados a percorrer o caminho da via-sacra, que foi conduzida por dois casais do grupo mais jovem da Liga de Famílias. Os textos da via-sacra do livro de orações Rumo ao Céu, recordava a situação do campo de concentração de Dachau, lugar onde se experimentava falta de lar, falta de pão, falta de respeito, falta de liberdade, e que o Padre Kentenich denominou como “inferno de Dachau”. Foi ali que surgiram as orações que nos ‘conduzem ao céu’.

A jornada encerrou-se com a Santa Missa presidida pelo Pe. Roque Machado, assistente eclesiástico do Movimento e membro da União dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt. Em sua homilia estimulou a estudar Schoenstatt para possuir com maior propriedade o ideal, a herança preciosa confiada ao povo brasileiro.
Acreditamos que Deus concedeu ao nosso Pai e Fundador a missão Tabor e por ele, a cada um de seus filhos espirituais. Vinculados ao Santuário, de onde vem a força do Tabor que transfigura a realidade do mundo envolto em chamas, queremos dizer ao Pai e Fundador: Conta conosco, agora chegou a nossa vez!
Mais fotos (Márcia Kazumi)
