Ana Paula Dal Pozzolo – Na esplanada em frente ao Santuário Tabor, aproveitando a noite de temperatura agradável, a Família de Schoenstatt da Arquidiocese de Santa Maria/RS se encontrou para renovar a Aliança de Amor com a Mãe e Rainha neste segundo Dia da Aliança de 2019. Muitas pessoas da cidade de Santa Maria e peregrinos de cidades próximas participaram da celebração.

 

Segundo mês da Novena “Mãe Aceita a Coroa da Filialidade Heroica”

Minutos antes da celebração da Missa da Aliança, as Irmãs de Maria conduziram a oração do Terço e do segundo dia da Novena em preparação para o jubileu de 70 anos da coroação da Mãe e Rainha como Rainha da Filialidade Heroica, coroada pelas mãos do Padre José Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, em 20 de agosto de 1949, neste mesmo Santuário.

Nesta segunda etapa da novena, a Mãe de Deus nos convida a vivermos a filialidade. É possível vivê-la de forma primitiva, de forma madura ou de forma heroica. Quando se vive a filialidade primitiva, o vínculo pessoal a Deus e a Nossa Senhora é superficial, de modo que se recorre a Eles nos momentos de aflição, pedindo auxílio e depois se vive a vida pensando em si mesmo. A filialidade madura ocorre quando já se consegue despertar o olhar para ver a ação de Deus em alguns aspectos da vida, ocorrendo algum distanciamento de Deus nas dificuldades do dia-a-dia.

“A Filialidade heroica vê Deus em cada acontecimento”, pois um coração absolutamente ligado ao divino, percebe a ação da divina providência e atribui tudo à Deus. “Damos o poder de nos moldar e permitimos que nossa alma seja moldada, como corresponde à bondade paternal de Deus” (Padre José Kentenich, da oração de coroação da Rainha da Filialidade Heroica).

O estímulo proposto para este mês, até o próximo dia 18, é de buscar viver intensamente a filialidade de forma heroica. Assim, coroar a Mãe de Deus como Rainha da Filialidade Heroica proporciona quebrar obstáculos para que a graça divina possa jorrar sem barreiras.

Missa da Aliança de Amor celebrada ao luar

Após esta preparação e oferta inicial, foi celebrada a Missa da Aliança, preparada pelo Instituto de Famílias, tendo como presidente o Pe Rodrigo Cabrera, do município de Silveira Martins e como concelebrante o Padre Clécio Almeida, vigário paroquial do Santuário Basílica da Medianeira.

A homilia apresentou a importância da fé. Crer sem ver, sem precisar de provas. Nas palavras do próprio Cristo aos fariseus, dizendo para aqueles que exigem ou esperam provas, confirmações, que nenhum sinal lhes será apresentado. Os fariseus, com seu anseio de entender, compreender o que se passava, queriam encontrar um profeta, ficaram cegos e não viram o Deus homem diante deles.  Jesus nega o sinal para mostrar que a fé dispensa comprovações simplesmente porque quem tem certeza não acredita mais.

Ao contrário, para aqueles que creem sem exigir provas, Deus apresenta o sinal “a mulher revestida de sol, tendo na fronte uma coroa com doze estrelas…” Aqueles que acreditam tem sua confiança recompensada com a indicação do caminho. A forma de nos aproximarmos de maneira mais segura e clara do nosso Deus: através da mulher revestida de sol, da “Santíssima Virgem Maria” que traz consigo, nos braços o seu filho Jesus. Ela é o caminho à santidade.

Ao final da celebração a imagem da peregrina auxiliar foi enviada para o município de Formigueiro, com o pedido de que os lares por ela visitados possam vivenciar a mesma alegria que Isabel sentiu quando sua prima, Maria foi visitá-la com Jesus no ventre.

Sob a luz radiante do luar foi renovada a Aliança de Amor com cânticos e acenos, e a taça de José Engling ardeu com muitas contribuições ao Capital de Graças da Rainha da Aliança, a Rainha da Filialidade heroica.

Mais fotos (Azânia Valmerate)