Ir Glória Maria Mello Leite, que ajudou a coordenar a ‘Missão Família Tabor’, partilha seu testemunho desta experiência. “A Missão Família Tabor, realizada de 28 de abril a 1º de maio em General Câmara, na Arquidiocese de Porto Alegre, foi sem dúvida uma experiência ímpar de como Schoenstatt é família. O pároco em General Câmara é o Pe. Roque Machado, da União dos Sacerdotes diocesanos de Schoenstatt. Ele está há menos de um ano lá, deparando-se com grandes desafios pastorais, por isso quis a Divina Providencia que a primeira edição da Missão fosse lá. Seu sim confiante e sua consciência de instrumento mostrou-nos mais uma vez que quem realiza tudo perfeitamente é a Mãe, e que nossa colaboração é bem pouca, embora seja o nosso tudo.

Semelhante entrega pudemos experimentar da parte de cada membro da equipe diretiva das missões, uma vez que são muito envolvidos com tantos outros compromissos. Sem deixar de mencionar o quanto a Família de Schoenstatt de Porto Alegre, desde a preparação, esteve tão unida na oração e no empenho generoso e incansável. De todas as dioceses que solicitamos chegaram alimentos e doações financeiras para pagar as despesas dos participantes. Muitos foram os prodígios que pudemos contemplar, a “multiplicação dos pães”, graças a cada um ter partilhado o que possuía seja em doações, dons ou seu próprio tempo.

   

Sacrifícios fazem parte do espírito missionário, e por isso a maioria dos missionários, em vista do deslocamento, tiveram que se reunir em Santa Maria para sair às 2h da madrugada. Provenientes de Santa Maria, Santo Ângelo e Frederico Westphalen, que no caminho pegaram os de Santa Cruz, que para nossa alegria tinha um bom número de pioneiros e de apóstolas, filhos de casais da União. Porém, a missionária mais jovem era a Maria Ester ainda sendo gestada no ventre da Michele Leite, que com seu esposo André, pertence ao mais novo curso da União de Famílias.

Banho frio à noite para alguns, sol escaldante para todos, morros, estrada sem asfalto, ora portas que se fechavam, ora portas que se abriam largamente, faziam parte dos sacrifícios silenciosos, sem queixas, e que valia um pouquinho de terra mariana no pote onde seria plantada a flor que deixaríamos no ultimo dia junto ao quadro da Mãe e Rainha que seria entronizado na Igreja Matriz. De cada Santuário ali representado, foi trazida um pouco de terra para ser misturado com a terra de General Câmara, que na oração de abertura, junto a estátua do Pai, foram oferecidas com o pedido de levarmos à cidade das missões, a Nova Terra Mariana, como Família Tabor.

   

O lema escolhido: “Família Tabor em saída, por uma Nova Terra Mariana”, trouxe muita vida. As virtudes do Hino de Minha Terra que configuraram a espiritualidade, vivências, orações e nomes das famílias missionárias, foram sendo assimiladas pelos missionários e pelo povo que vinha participar das atividades. A oração diária do santo terço cada vez tinha uma dinâmica diferente: com teatro, velas e até o terço vivo, onde cada pessoa representava uma conta do terço que ia sendo montando. Juntamente com a Santa Missa, estas duas atividades culminaram as atividades diárias com os paroquianos. Após o jantar aconteciam vivencias e convivências entre os missionários. Na noite de domingo fomos à praça para um momento gospel com todas as Igrejas da cidade, onde cada uma tinha 30 minutos para se apresentar. Nós, missionários, configuramos o momento em nome da paróquia, e a Mãe de Deus nos abençoou tanto, que até os evangélicos foram contagiados pela alegria dos católicos e a mensagem que transmitimos.

Não apenas os moradores da cidade, mas também os do interior foram visitados pelas duplas de missionários. A cada turno, uma família de missionários era escalada para ir para ao interior. A recepção era sempre calorosa e com direito a foguetes. Desde que saímos do Santuário de Porto Alegre, onde os missionários tiveram a pré-missão, não faltou alegria. Era algo inexplicável a ‘tensão criadora’ (como ensinou nosso Pai e Fundador) entre os Ramos: um queria servir mais que o outro, ter mais iniciativa, ir ao encontro, porém tudo com muito respeito e desprendimento. Gerações tão distintas, mas tão unidas, uma verdadeira vivencia de Cor Unum in Patre.

A experiência foi tão positiva que na reunião de avaliação ficou claro que ela não será a primeira e única Missão Família Tabor”.

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Fotos (centenas!!!): Márcia Kazumi