Ir M Neiva Pavlak – Respondendo ao apelo do Papa Francisco, a Família de Schoenstatt de Porto Alegre se organizou para preencher as 24 horas de oração ao Senhor, que teve seu início às 15 horas do dia 8 de março, sexta feira, e sua conclusão com a santa Missa às 15 horas do sábado, que foi, ao mesmo tempo, o encerramento do priemiro ‘retiro de silêncio’ organizado pelo Movimento de Schoenstatt, em Porto Alegre, neste ano.

 

24 horas de oração unidas ao Santuário

Membros dos Institutos, da União de Famílias e dos Ramos da Liga se uniram numa “sinfonia de oração”, sendo que a maior parte das horas foi diante de Jesus Eucarístico, no Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae. Alguns preferiram ficar em oração em seu Santuário lar. Foram 24 horas de muitas bênçãos e graças que jorraram do Santuário.. E muitos foram os pedidos elevados ao Céu, especialmente pela paz no mundo e para que sejamos todos peregrinos da esperança.

 

 

Retiro de Silêncio

O clima de oração envolveu o Santuário e preparou o ambiente para o Retiro de Silêncio que iniciou no sábado, às 8h30min no auditório da Casa Tabor, do qual participaram cerca de 25 pessoas. Nossa querida Mãe nos deu um “susto” quando, na véspera, já á noitinha, chegou um comunicado que o pregador do retiro teve um imprevisto com sua saúde e não poderia vir, inclusive teve que ser hospitalizado. O Espírito Santo precisou atuar intensamente e ajudar a Ir. M. Denise Ternes a preparar um dos temas. Deu tudo certo e ela pôde apresentar uma bela reflexão sobre o caminho da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Em destaque em frente a plateia estava uma imagem do Menino Jesus envolto em faixas e ao lado o Cristo Crucificado. Essas imagens evidenciavam a grande realidade do Deus encarnado: “Da manjedoura ao sepulcro e à plenitude: a ressurreição. Desde a manjedoura já se vislumbra o caminho do salvador do mundo. Neste caminho está a cruz. Nela Cristo consome sua vida e realiza a obra redentora que o Pai lhe confia. O Deus Menino envolto em faixas nos remete ao Crucificado envolto no sudário e colocado no sepulcro.

Este Deus que vemos na manjedoura “assume a natureza humana sujeita ao sofrimento. Ele quer poder sofrer, ele quer ter a capacidade de sofrer. Assume uma natureza humana muito necessitada de ajuda, a natureza de uma criança”.[1]

Percebemos a abrangência do Mistério Pascal que se revela em cada acontecimento da vida de Jesus.”

 

 

Os retirantes estavam bastante compenetrados e conseguiram silenciar realmente para rezar e meditar. Segundo Ana Maria Brandeburski, “tudo transcorreu de forma brilhante, sob os cuidados de nossa querida Mãe”. Graças a prontidão do Padre Ricardo Xavier, que veio após o meio dia, todos os que quiseram puderam fazer a sua Confissão de Páscoa. No pátio do Santuário foram colocadas as estações da Via-sacra e foi rezada uma via-sacra de expiação, que tocou profundamente os corações ao se depararem com o imenso amor de Jesus pela humanidade e pelo ser humano individualmente. Houve um momento de adoração a Jesus eucarístico no Santuário, seguido da recitação do terço mariano.

 

 

Com a santa Missa às 15 horas, presidida pelo Pe. Ricardo Xavier, concluiu-se o retiro de silêncio deste Ano de Oração em preparação para o Ano Santo de 2025 e também, para a Família de Schoenstatt de Porto Alegre, ano de gratidão pelos 50 anos da presença do Movimento nesta arquidiocese.

 

Mais fotos (Márcia Kazumi)

 

[1] José Kentenich,Viver em Cristo p. 29