Ir M Neiva Pavlak – No dia 15 de abril, sábado, realizou-se o primeiro encontro “Bodas em Caná após a pandemia, no Centro de Schoenstatt junto ao Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae, em Porto Alegre/RS. É um encontro destinado a casais jovens que tenham interesse em participar ou conhecer o Movimento.

Incentivado e orientado pelo casal Júlio e Jane Machado, do Instituto de Famílias de Schoenstatt, o encontro, na prática, foi coordenado pelo jovem casal Lucas Prates Martins e Mariana Peixoto, pertencentes ao grupo mais novo da Liga de Famílias de Schoenstatt.

Previamente, formou-se uma equipe para preparar o evento em todas as suas etapas: elaboração dos convites, conteúdos, alimentação, cuidadores para os filhos, etc. A MTA tocou corações generosos de modo que uma boa equipe se colocou à disposição para ajudar. Membros de outros grupos cuidaram de preparar a alimentação, inclusive vieram cozinhar e ofereceram um delicioso galeto ao meio dia. À tarde, outra equipe cuidou da preparação dos lanches. A equipe das crianças se desvelou em cuidados e brincadeiras com as crianças e adolescentes.

11 casais atenderam ao chamado

Quinze casais se inscreveram, mas, com os imprevistos de última hora, quatro não puderam participar. Os onze que participaram estavam bem integrados e absorvendo as dinâmicas e conteúdos que foram desenvolvidos pelos próprios casais que já pertencem à Liga de Famílias, como também pelo casal Júlio e Jane e a assessora da Liga de Famílias, Irmã M. Neiva Pavlak. Os casais participantes eram de Porto Alegre, de Charqueadas e um de Gravataí.

Embora o nome do encontro seja “Bodas em Caná”, o tema desenvolvido está baseado no livro “Que as rosas falem por nós”. Trata-se de palestras proferidas pelo Pai e Fundador Pe. José Kentenich a casais que se preparavam para selar a Aliança de Amor com a Mãe de Schoenstatt, nos anos em que ele esteve no exílio em Milwaukee, EUA. Este grupo de casais se tornou conhecido como Casais Pioneiros, e selou a Aliança de Amor no dia 2 de fevereiro de 1955. Pe. Kentenich se deixou inspirar pelo belo ornamento do Santuário, com rosas vermelhas, e discorreu sobre o simbolismo da rosa, fazendo uma aplicação espiritual e bem vital sobre cada parte da rosa: botão, raiz, caule, folha, pétalas, água, perfume…. Impressionante é que o Pe. Kentenich falou sobre o simbolismo da rosa para os casais por cerca de um ano, a cada dia 18, dia de renovação da Aliança de Amor. Por exemplo, quando falou sobre a folha da rosa, destacou: 1. sua cor verde, como símbolo de esperança e confiança, a confiança da Mãe de Deus em Deus e a nossa confiança nela; 2. as nervuras da folha, relacionou-as com as dificuldades da vida, dificuldades essas que devem ser superadas pela confiança filial; 3. o zigue-zague na borda da folha, relacionou-o com a misericórdia de Deus sempre presente em nossa vida, na vida de cada família.

Um intinerário preparado com muito amor

O encontro iniciou com o almoço, ao meio dia. Em seguida, os casais foram convidados a se dirigirem ao Santuário para a primeira oração e reflexão sobre o botão da rosa, que foi conduzida pelo casal Luciano e Pâmela Sfalcin Batisti.

As reflexões e dinâmicas foram intercaladas com momentos de oração e adoração ao Santíssimo Sacramento no Santuário. Ao longo do encontro, os casais foram construindo uma rosa com materiais adequados: papel, barbante, palitos, etc.

O encerramento se deu com a Grande Bodas, a santa Missa, que foi presidida pelo assistente eclesiástico do Movimento de Schoenstatt na Arquidiocese de Porto Alegre, Pe. Roque Machado. No lugar das preces, os casais foram convidados depositar a rosa que construíram juntos, na ânfora do capital de graças, e a renovar as promessas matrimoniais, com a bênção e troca de alianças. Foi um momento muito especial que tocou os corações. No final da celebração, cada casal recebeu uma rosa viva para levarem consigo. Essa rosa eles haviam recebido no início do encontro e a entregaram à Mãe no Santuário.

Foi admirável o esforço dos pais com bebês pequenos, alguns conseguiram se desprender e deixá-los com as cuidadoras, outros permaneceram junto o tempo todo, até as 20 horas, quando tudo encerrou.

Um dia de muita alegria, de grande esperança e de gratidão por todo o empenho de uma grande equipe que, unida, fez acontecer. Que nossas famílias sejam abençoadas e seus lares se tornem o que o Pe. Kentenich escreveu na Carta de Santa Maria: “Levem a imagem da Mãe de Deus e deem-lhe um lugar de honra nos seus lares. Assim, estes se transformarão em pequenos Santuários, nos quais a Imagem de Graças desdobra sua atuação agraciada, cria uma terra santa de famílias e santos membros das famílias”(J. Kentenich, 10.04.1948).