Amanhã, 11 de abril, celebraremos 75 anos da inauguração do Santuário Tabor. A Família de Schoenstatt vem se preparando para este momento com 75 dias de adoração ao Santíssimo, visitas às paróquias e toda a organização para as celebrações jubilares.

Na véspera deste dia festivo, lancemos um olhar para os acontecimentos que antecederam a inauguração e a sua preparação.

A construção

No dia 7 de janeiro foram iniciados os primeiros trabalhos para a construção do Santuário, em Santa Maria. A preocupação pela construção material e espiritual do Santuário foi caminhando junto.

À medida que subiam as paredes, apareciam também as dificuldades associadas à construção de uma obra, como conta a crônica das irmãs: 

Certo dia, “o pedreiro veio dizer que faltavam auxiliares, por isso, das 19h às 20h fomos com um grupo de candidatas carregar tijolos para a construção da capelinha. Umas os carregam com o carrinho de mão, outras o empurram e jogam os tijolos nos andaimes, onde são ajeitados para ficarem prontos para o pedreiro. Tivemos muita alegria, construindo com nossas próprias mãos. Já alcançamos a altura do arco do coro”.

Muitas foram as dificuldades inesperadas. Por exemplo, o marceneiro que deveria fazer o altar faleceu. Não tinham sino, as janelas e a porta não ficaram prontas. Mas tudo foi enfrentado com espírito de oração e sacrifícios. E muitas contribuições foram ofertadas para o Capital de Graças.

 

A chegada do Padre Kentenich

Enfim receberam a mais esperada das notícias, com o telegrama: Chegada do Senhor Padre, dia 06 de abril. Ele veio da África do Sul para participar da inauguração do primeiro Santuário de Schoenstatt no Brasil.

No primeiro plano: os irmãos Pe. Máximo e Pe. Celestino Trevisan, Padre Kentenich e Dom Antônio Reis. No fundo: construção da Casa de Retiros (foto de setembro de 1947).

 

Em 7 de abril, Irmã M Norberta Schulte foi esperá-lo no Rio de Janeiro. No dia seguinte tomaram o avião para Porto Alegre e à noite o trem para Santa Maria. No dia 9 chegaram às 6h na estação ferroviária, onde após uma alegre recepção se dirigiram à casa provincial das irmãs. Depois de cumprimentar os presentes Padre Kentenich dirigiu-se ao Santuário e muito alegrou-se ao vê-lo, apesar de faltarem as janelas e a instalação interior.

Em suas as palavras de saudação lembrou: “Muitas vezes acontece o inesperado. As senhoras não esperavam realmente que fossem sérias as palavras que eu disse no ano passado: ‘Se me for possível, venho novamente no ano que vem para a inauguração da Capelinha’. Em todo o caso, para mim era bem sério”.

10 de abril de 1948

Sobre o dia anterior à inauguração, relata a crônica das Irmãs: “Grandes e intensos foram os preparativos. Sábado, véspera da inauguração, todos trabalharam com afinco. No Santuário foram colocadas as venezianas e a porta, e os operários aplainaram o terreno da frente. As irmãs, e candidatas teceram as guirlandas e arranjaram flores. Foi feito um altar provisório, recoberto de veludo vermelho, filó e flores brancas. Foram colocados os bancos da Capela da casa. Com ansiedade esperávamos o sino e a imagem da Mãe Três Vezes Admirável. A imagem chegou no último momento. E o sino não pôde ser usado porque estava rachado.”

Tudo estava pronto para o acontecimento que marcaria a história do Movimento de Schoenstatt no Brasil: o primeiro trono da Mãe e Rainha de Schoenstatt seria abençoado. O início de uma história abençoada para a nossa Pátria.