Ir M Rosequiel Fávero – 11 de dezembro se tornou realmente uma data especial para a Família de Schoenstatt de Santa Cruz do Sul. Em 1977 foi inaugurado, neste dia, o Santuário Tabor Immaculata Dilexit Ecclesiam. E 45 anos depois, neste mesmo dia, por obra da Divina Providência, aconteceu a bênção da pedra angular do mesmo Santuário, agora em novo endereço.

Ao passado gratidão, no presente paixão e para o futuro esperança!

O dia da benção da pedra angular do Santuário foi marcado pela primeira Santa Missa celebrada no novo terreno, presidida pelo bispo de Santa Cruz do Sul, Dom Aloísio Alberto Dilli.  Na sua homilia, Dom Aloísio recordou o advento, situando a bênção da pedra angular do Santuário neste tempo sagrado que estamos vivendo. Estimulou todos a cultivarem três atitudes fundamentais: em relação ao passado, em especial a todas as pessoas que fazem parte dos quase cinquenta anos de história do Santuário de Schoenstatt em Santa Cruz do Sul, cultivar profunda gratidão. Pois não se pode esquecer as maravilhas operadas por Deus neste tempo.

Ao presente, Deus nos chama a viver com ‘paixão’, respondendo à missão que nos é confiada. E ao futuro? No espírito do Advento, encarar o futuro com esperança, virtude que caracteriza pessoas de fé.

 

Um momento único na vida

Especialmente para a jovem geração do Movimento de Schoenstatt em Santa Cruz do Sul, a celebração teve um sabor todo especial. Juliana Limberger, da Jufem local, testemunha:

“Nunca imaginei ter a graça de participar da construção de um lugar tão lindo e repleto de bençãos. Quando soube da notícia que o Santuário seria transferido para mais perto do povo, meu coração se alegrou, pois Maria quer que estejamos perto do seu lar espiritual sempre que nos sentirmos chamados e essa mudança facilita muito este encontro. Papa Francisco, em sua homilia na festa da Solenidade da Santíssima Trindade deste ano ainda relembrou, que “quando os seus filhos se encontram em dificuldade, quando têm alguma necessidade e a invocam, a Mãe vem apressada. E isto dá-nos uma segurança, a certeza de ter a Mãe ao lado, sempre ao nosso lado. Caminhamos melhor na vida quando temos a Mãe próxima de nós”, o que nos dá a certeza de que esta mudança foi a própria Mãe que desejou aos seus filhos.

(A celebração do) dia 11 de novembro foi um momento inesquecível, pois além de juntarmos todos os Ramos e devotos da Mãe e Rainha para rezar e celebrar o momento histórico, as paredes do Santuário se tornaram uma “ânfora” de Capital de Graças, pois muitos papéis com contribuições e pedidos foram colocados entre os tijolos, em sinal de amor e confiança à Mãe. Tenho certeza que todos os que puderam sentir a graça desse momento jamais esquecerão”.

 

De geração para geração… a história continua.

Sob um sol escaldante encontravam-se expoentes de diferentes gerações de Schoenstattianos de Santa Cruz do Sul, em quem a celebração deste dia trazia à tona muitas lembranças. Uma dessas pessoas era Carolina Piazera Schwengber, da Liga de Famílias de Schoenstatt. Ela recorda a história do Santuário de Schoenstatt em Santa Cruz do Sul como uma ‘história familiar’. Seus dois avôs, paterno e materno, estavam diretamente ocupados com a construção do Santuário e de Schoenstatt em Santa Cruz. Ela recorda: “meu avô materno, João Waldemar da Fontoura, era muito envolvido com Schoenstatt, sua família tinha o Santuário-lar e ele era um amigo do Servo de Deus João Luiz Pozzobon. O Sr João se hospedava com meus avós e lembro até de uma vez que, bem criança, sentei no colo de João Pozzobon e acompanhei o terço ao lado dele, na casa do meu avô. Já meu avô paterno, Orlando Eurico Piazera, era vereador quando da construção do Santuário e se empenhou bastante para que a prefeitura doasse o terreno onde o Centro de Schoenstatt foi construído. Eu me recordo que quando eu era jovem, reclamava para ele que o Santuário tinha ficado muito longe da cidade. E ele me disse algo que novamente me veio à memória neste 11 de dezembro. ‘Quem sabe, da mesma forma que a minha geração construiu o Santuário naquele lugar, tua geração vai transferi-lo para um local mais próximo’. E quase 50 anos depois, isso realmente está acontecendo”.

Símbolo das gerações unidas nesta nova etapa de Schoenstatt em Santa Cruz do Sul foi o momento final da celebração. Após a leitura e assinatura da ata, Dom Aloísio abençoou a urna onde foram colocados vários documentos atuais. Ela foi colocada no local da pedra angular do Santuário, juntamente com a urna e os símbolos que haviam sido colocados há 45 anos e retirados do antigo prédio. Sim, a história continua…

E agora? Os corações já se inflamam pensando na reinauguração do Santuário. No entanto, há muito o que fazer ainda no entorno, para receber com dignidade os peregrinos da Mãe e Rainha. A inscrição na pedra angular anuncia que no local está nascendo um jardim da Imaculada e do amor à Igreja como anuncia seu ideal Tabor Immaculata Dilexit Ecclesiam.

Mais fotos (Ir M Nanci Meister e Daiane Fritzen)