Ir M Neiva Pavlak – Como todos estão vivendo em todo o Rio Grande do Sul as restrições deste tempo de pandemia, que exigem o distanciamento social, este ano não foi possível para a Família de Schoenstatt de Porto Alegre realizar a abertura do ano presencialmente. A mesma foi realizada de forma online e não foi menos rica e produtiva.

Na tarde do dia 13 de março, sábado, às 14h e 30min realizou-se a abertura do encontro com um momento de oração e adoração no Santuário, conduzido pelas irmãs assessoras e com a presença do Padre Heitor Morschel, assistente eclesiástico do Movimento.

A seguir, o grupo dirigiu-se até o auditório da Casa Tabor, onde os aparelhos já estavam preparados para as conexões e os mais de trinta participantes, dos círculos de dirigentes, se foram conectando através do Google meet.

Após uma saudação de boas vindas, cada assessora se apresentou, pois contamos com assessoras novas, como também novos dirigentes de Ramos, que também se apresentaram.

Na sequência, Pe. Clodoaldo Kamimura, diretor da Central de Assessores do Regional Sul, a partir de Londrina/PR, fez a sua palestra sobre o novo lema da Família de Schoenstatt do Brasil: “Família Tabor, transfigura hoje, a realidade!”. Pe. Clodoaldo destacou quatro pontos importante do lema:

  • Processo para a formulação do lema, que envolveu toda a Família de Schoenstatt do Brasil, até se chegar a um denominador comum.
  • Família Tabor
    • A expressão Tabor como ideal para a Família de Schoenstatt no Brasil deve ser vista num contexto histórico e geográfico… Também devemos ver o ideal Tabor no contexto do 3º. Marco histórico, o 31 de maio.
    • Está associada a imagem da raiz/casa/lar (estamos em casa! Estamos com as portas fechadas, mas as janelas – Windows – abertas)
    • Experiência que queremos transmitir: estamos vinculados aos nossos três pontos de contato – não queremos ‘customizar’ Schoenstatt!
    • Os elementos do Tabor (definidos em 2007) fica para estudo durante o triênio, principalmente nas novas gerações
  • Transfigurar
    • Nós os schoenstatianos usamos expressões muito próprias de nosso mundo, por isso, é necessário explicá-las, muitas vezes, tanto para nós mesmos como para aqueles que não pertencem ao nosso mundo espiritual.
    • Entendemos que queremos mudar, transformar a realidade, porém desde uma perspectiva muito específica – sob o olhar de Cristo.
    • O que Cristo faria? Esta é a pergunta mais importante neste processo de querer mudar alguma realidade, pois mudar por mudar não tem sentido e poderia causar tensões desnecessárias no seio da família de Schoenstatt
  • Realidade
    • Primeiramente olhar a realidade sem máscaras, perceber a realidade tal como ela é, sem medo; pois só assim é possível querer a mudança, a sua transfiguração.
    • Abrir o leque: realidade pessoal, comunitária, familiar, social, eclesial, profissional – também a realidade de Schoenstatt (local)
    • Incorporar, inserir outras realidades na nossa (arte, pedagogia, psicologia, etc)

A seguir, houve um pequeno diálogo entre os participantes e foram apresentados os temas e materiais para aprofundamento ao longo deste novo ano que ainda se apresenta como uma incógnita, pois não se sabe até quando estaremos submetidos às restrições exigidas para o controle da pandemia do coronavírus.

O encerramento do encontro se deu com uma Santa Missa, celebrada pelo Pe. Heitor Morschel que, em sua homilia retomou alguns pontos da palestra do Pe. Clodoaldo, ressaltando a importância de que como schoenstatianos nos aprofundemos no ideal Tabor para que se torne um impulso, especialmente neste tempo de pandemia que estamos vivendo.

Mais fotos (Márcia Kazumi)