
Adelmo e Ana Paula Dal Pozzolo – No primeiro dia 18 de 2021, a celebração da Aliança de Amor junto ao Santuário Tabor, em Santa Maria/RS, iniciou às 19h com o terço (sob os cuidados da Liga de Mães de Schoenstatt) e continuou às 20h, com a Missa da Aliança, sob a condução das visitadoras da Liga de Doentes de Santa Maria.
Ainda com restrição de público e cumprindo as recomendações para controle e distanciamento, recordamos nestes dias o segundo marco da história deste Movimento Apostólico: o 20 de janeiro de 1942 – dia em que o Fundador, Padre José Kentenich, tendo possibilidade de se decidir, reconheceu o plano de Deus e, livremente, assumiu o desafio de ir ao campo de concentração em Dachau, para conquistar a liberdade interior de todos os filhos de Schoenstatt. Com as bênçãos de Deus e da querida Mãe e Rainha, retornou para a Família de Schoenstatt à salvo daquela grande tribulação. Certamente mudado, podemos dizer transfigurado.
Como Brasil Tabor, nos alegramos com o novo lema que norteará os próximos três anos de nossa caminhada como Movimento: “Família Tabor, transfigura hoje a realidade!”
A celebração da renovação de nossa Aliança de Amor repete a Aliança Batismal e a liturgia deste dia nos convidou a refletir sobre a mudança: a mensagem de Cristo aos discípulos que é preciso colocar “vinho novo em odre novo”. O presidente da Santa Missa, Padre Gildo José Brandt, pároco da Paróquia São Pedro Apóstolo, de São Pedro do Sul/RS, sugeriu algumas lições que a Epidemia de 2020/2021 (queira Deus esteja chegando ao final) pode deixar para cada um de nós, católicos.
Uma das lições está sendo o isolamento: fez muitas pessoas perceberem o valor e a riqueza do convívio familiar, propiciado pela necessidade do recolhimento. Tempo proveitoso para estudos, maior dedicação a momentos de fé e espiritualidade. A segunda lição é sobre o consumismo: precisamos de pouco para bem viver, e assim reduzimos o consumismo, racionalizamos melhor o modo de vida escolhendo com mais cuidado, sem acumular o desnecessário ou supérfluo.
O terceiro aprendizado é sobre os serviços essenciais: refletir sobre a real importância dos profissionais que não podem parar enquanto todo o restante precisa pisar no freio. Profissionais da saúde, segurança, limpeza urbana, alimentação e abastecimento, medicamentos, entre outros, estão sendo percebidos em sua importância diante da crise e mais reconhecidos neste período. Eles, generosamente, se doam dia-a-dia pelo bem comum.
A quarta lição é sobre o trabalho: o vírus mudou a forma de trabalhar de muitos, a criatividade foi exigida de diversas categorias para poder recriar o trabalho adaptando-o ao novo modo de vida, a reinvenção – a mudança – o odre novo. O quinto aprendizado está sendo a capacidade de adaptação, fazer-se novo para o novo tempo, para o jeito transformado de viver – o vinho novo – novo sim, porém unido na Aliança de Amor à Deus e a Nossa Senhora.
E, pela fé, chega-se ao sexto aprendizado desta pandemia: mais tempo para a espiritualidade. O fato de ter que alterar rotinas e reduzir o ritmo, proporcionou maior recolhimento e menores oportunidades de passeios, criando oportunidade para vivenciar mais a fé particular e a fé familiar.
De forma positiva, com fé nas admiráveis graças distribuídas pela Aliança de Amor com a Mãe de Deus e nas bênçãos desde nossa Aliança Batismal, que a família de Schoesntatt encontre o entendimento diante desta epidemia e a compreensão da transfiguração exigida para sermos Vinho novo em Odre novo, ofertados no Capital de Graças a Nosso Senhor Jesus Cristo e a Mãe e Rainha.

Mais fotos (Dionete Munareto)
