Nelson Pacheco / Márcia Kazumi – No encerramento do mês de maio, intensamente vivido e com as flores depositadas aos pés da MTA, na noite chuvosa de 31 de maio, a Família de Schoenstatt de Porto Alegre se reuniu no Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae para fazer memória do Terceiro Marco da História de Schoenstatt. Quando, no Santuário Cenáculo de la Providencia, Bellavista, no Chile, o Pe. Kentenich entregou aos cuidados da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável a primeira parte da Carta Perlonga, que ela havia escrito durante muitos dias e finalizado às 18h daquele dia 31 de maio de 1949.

Aquela atitude do Fundador, classificado por ele mesmo como ‘o estar na força Divina’ mediante um pensar, viver e amar orgânicos, foi uma resposta que a Igreja não pode assumir, nem entender naquela época e que ficou como herança para todos nós seus filhos e filhas espirituais.

A Santa Missa Festiva às 20h deu início à solenidade onde, na procissão de entrada, a Mãe Peregrina entrou triunfante, juntamente com seus filhos, que levaram as ‘flores de maio’ para entregar a sua Mãe querida. Padre Heitor Morschel, da União dos Sacerdotes de Schoenstatt presidiu a Santa Missa.

Em sua homilia, Pe. Heitor discorreu primeiramente sobre a liturgia da celebração da visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel e lembrou a memória dos cem anos do Congresso de Hoerde.

A Família de Schoenstatt iniciou neste dia, um tríduo em preparação ao Centenário do Congresso de Hoerde, onde recordará o Hoerde de ontem, de hoje e de amanhã. Integrantes da União de Famílias fez a reflexão deste primeiro dia: “Hoerde ontem”.

“Vimos que tudo começou em 1910 quando o Pe. Kentenich, então recém ordenado, assumiu a missão de professor no seminário introduzindo uma nova forma de trabalho com seus alunos, que deu a eles a liberdade de participar no processo de educação. Depois de chegar à condição de Diretor Espiritual, foi conduzindo os jovens a uma vinculação a Nossa Senhora levando-os a perceber a Mãe de Deus como uma pessoa real que esperava algo dos jovens e era a grande educadora. Em 1914, no mesmo ano que começou a 1ª Guerra mundial o Pe. Kentenich formou, com os seminaristas, uma Congregação Mariana. Preocupado com a possibilidade de que eles fossem enviados para o front de batalha, no dia 18 de outubro realizou a famosa alocução e selou a Aliança de Amor.  Nossa Senhora se estabeleceria naquela capelinha e distribuiria dali graças, desde que os jovens fizessem um trabalho de autoeducação de busca de santidade e oferecessem este trabalho como Contribuição ao Capital de graças. Em 1915, estes jovens passaram a ser enviados para o campo de batalha e resolveram levar o que tinham aprendido em Schoenstatt. Começaram a falar para os companheiros de guerra sobre o Santuário, a Mãe de Deus, o Programa de autoeducação, a Direção Espiritual do Pe. Kentenich.

Depois do final da I Guerra, Luiz Zeppenfeld, membro de um dos grupos formados no campo de batalha, conjuntamente com outros companheiros, entendeu que tudo que vivenciaram neste período, proporcionou à juventude pureza e grandeza moral e não deveria e nem poderia sucumbir, mas deveria continuar, seguir existindo e ampliar os círculos, levantar das ruínas da derrota uma nova geração.

Assim, organizaram o Congresso de Hoerde, sob os cuidados e orientações do Pe. José Kentenich o que resultou no início do “Movimento Apostólico de Schoenstatt”. A superação dos limites do seminário, passando Schoenstatt para o mundo exterior, sendo a semente de todos os ramos leigos da Obra”.

Após a celebração, as crianças homenagearam a Mãe e Rainha coroando-a com uma coroa de flores naturais ao som do violino tocado por Manuela Possebon e com uma ‘chuva de pétalas’, enquanto os presentes acompanhavam com as velas acesas.

Tudo isso como sinal do nosso esforço em assumirmos a missão de nosso Pai e Fundador e a nossa séria disposição de sermos discípulos missionários da Igreja, sendo instrumentos aptos nas mãos da MTA.

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